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Mudanças no vestibular – não são elas que decidem o jogo

Ansiedade, expectativas incertas, cansaço, estresse e insegurança são palavras que contrastam com esperança, força de vontade, foco, disciplina e superação. Por outro lado, é imprescindível que todas elas coexistam quando se trata da tentativa de descrever tudo o que se passa pela cabeça de um jovem vestibulando. Entretanto 2009 e suas particularidades vieram para desequilibrar esse jogo de iguais, entra um novo componente em campo: as mudanças no vestibular.
Chegaram sem avisar com antecedência, notificaram que irão entrar logo no primeiro tempo e se apresentaram todas juntas, gerando um debate eminente. Uns dizem que tem como objetivo reformular o currículo do ensino médio, privilegiando o desenvolvimento crítico e o raciocínio ao invés da “decoreba”. Já outros alegam que à longo prazo elas serão capazes de segregar ainda mais as classes sociais brasileiras, definição esta, embasada no fato de que as mudanças ocorrem em nível do ensino universitário e não fundamental ou médio, como haveria de ser para possibilitar a nivelação da educação de nossos jovens e assim amenizar a desigualdade social. Mediante as contraditórias constatações, resta a dúvida: De que lado elas jogam?
E esta resposta não depende dos críticos de jornais, tão pouco do ministro da educação, Fernando Haddad. Desculpe acrescentar mais uma questão para a maratona de perguntas que terão de responder para alcançarem, talvez a maior meta do ano de todos vocês, mas para que consigam passar pela peneira dos vestibulares é primordial que quem responda a questão levantada acima, sejam vocês próprios - vestibulandos. Não se trata de atração através de pensamentos positivos, ou qualquer outro exercício de motivação que, independente das crenças, é de certa forma abstrato. O dilema é real, imutável, e presente para todos seus concorrentes também. Encare-o, identifique o problema de forma criteriosa e o transforme em oportunidade.
Este jogo de opostos ocorre dentro de você, portanto nada mais justo do que ter o direito de se declarar dono da bola e ajudar a decidir esse placar que pode alterar substancialmente seu futuro. Encare as mudanças no vestibular como jogadoras de seu time.

(Por Laís Machado Rocha)

 

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