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O grande dia

Entrevistas

Aparecida de Lourdes aguardava o término da prova que seu filho Alessandro Damião Paulin estava prestando. Alessandro soube do cursinho Primeiro de Maio através da televisão e logo contou para os pais que o incentivaram a se inscrever.

“É o sonho dele... fazer Engenharia Elétrica na Unesp de Bauru”, comentou Aparecida que também acompanhou o filho para a fase de inscrição e foi lembrada pelas várias informações que pediu sobre o curso, já o pai de Alessandro completou: “é o nosso também”.

Anderson Pereira da Silva é ex-aluno do cursinho e colaborou como fiscal de prova em 2010. Ao ser questionado sobre as motivações para dedicar grande parte de seu domingo em uma atividade sem retorno financeiro, logo respondeu: “É gratificante porque tem retorno. O recorde de 59 aprovações é motivador, e também pelo fato de já ter estado do outro lado da situação, fui aluno do cursinho em 2010, fica ainda mais gratificante”.

Questionamos também sobre as diferenças que ele pode notar no Cursinho de 2006 e no ano de 2010, “Principalmente, vejo mudanças referente à estrutura do projeto, vejo que os professores estão mais preparados, tem mais gente envolvida e motivada. Em minha época como aluno, o Primeiro de Maio oferecia apenas 50 vagas, hoje são 150.

Eliane Meneoka, aguardava sua filha Juliana Meneoka durante todo o processo da prova. Eliane nos contou que a filha foi aprovada esse ano no vestibular da UFSCAR para cursar enfermagem, entretanto, mesmo se tratando de uma universidade pública Juliana preferiu se inscrever em um Cursinho para buscar pelo seu objetivo que é Medicina ou Farmácia e Biomedicina. A mãe apóia: “É o que ela quer. Eu achei certa essa decisão, de buscar o que realmente quer. Já conhecia o Primeiro de Maio, pois várias amigas da minha filha cursavam e passaram em universidades públicas. Quando ouvi no rádio, contei logo para minha filha.

Flávio da Costa de 17 anos acabou de ingressar no terceiro ano do ensino médio e gostaria de estudar no Cursinho para aumentar suas chances de ingressar na universidade logo em 2011. “Tento fazer o cursinho pois está muito concorrido entrar na faculdade. Toda tentativa é válida e um cursinho como esse é um bom início”. Flávio gostaria de prestar psicologia.

Jonathan Wagner (com a camiseta azul do cursinho) foi aluno do Primeiro de Maio em 2009. “Estou esperando o resultado da Unesp, prestei Educação Física e sou o próximo a ser chamado da lista de espera. Caso não der certo para me garantir estou prestando o cursinho. Recomendei para várias amigos, os professores são ótimos. Jonathan considerou a prova desse ano mais fácil do que a que prestou para ingressar na turma de 2009, “entretanto, esse ano a concorrência está maior”. Boa sorte Jonathan, esperamos que não precise de nós.

Marcelo Machado aguardava sua filha e enquanto isso explicava algumas questões para a candidata Isabela Oliveira, amiga da filha. “Estávamos discutindo as questões da prova, os textos estão muito extensos disse Isabela”. Já Marcelo Machado incentiva o esforço dos meninos. “Ingressar em um projeto como esse é algo muito positivo. Infelizmente no Brasil muitas pessoas necessitam de projetos pontuais como esse, o cursinho democratiza o acesso a educação, é um absurdo que alunos de escola particular acabem ingressando na universidade pública e a única opção dos alunos de escola pública acaba sendo a universidade particular através desses programas do governo.”

Os pais de Amanda Paulucio Silva saíram de Pirajuí às 10h para trazer ela que se voluntariou para ser fiscal de prova e a prima, que iria prestar a prova.

Amanda foi aluna do cursinho em 2009 e hoje cursa pedagogia na Unesp, também foi aprovada na UFSCar. “Ela veio acompanhar a prima para fazer a inscrição, e a coordenação convidou ela para ser fiscal. Ela adora o cursinho, aceitou” relatou a mãe. “O cursinho foi algo muito bom para ela, ajudou ela a entrar na Unesp, a adquirir conhecimento. Em Pirajuí não tem oportunidades como essa”, comentou o pai.

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